A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 09/11/2020
A carta de Pero Vaz de Caminha, entregue à Portugal em 1500, após sua chegada ao Brasil, retrata o preconceito com os nativos. Embora os anos tenham passado, tais preconceitos ainda se mantém na sociedade, tendo em vista a extinção de línguas indígenas no País. Nesse sentido, é necessário um olhar crítico em virtude da ineficiência estatal em proteger tais línguas e a lacuna educacional como agravante do mesmo.
Em primeiro plano, é mister se atentar a ineficácia do governo para manter tal cultura viva. Conforme o filósofo Thomas Hobbes, o Estado deve promover o bem estar social, ou seja, conforto, segurança e tranquilidade. Nessa perspectiva, observa-se que a não funcionalidade do órgão de justiça social, deixa os povos a mercê do esquecimento e do desaparecimento de seus costumes e modo de vida.
Ademais, o problema encontra terra fértil na deficiência educacional acerca dos nativos brasileiros. Segundo Immanuel Kant, " O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele". Sendo assim, a falta de estudos sobre o assunto o torna vulnerável. Além disso, segundo o Atlas Mundial das Línguas, o Brasil é o terceiro país com o maior número de línguas ameaçadas em extinção. Certamente, esse número é consequência do descaso da educação em passar a diante a descendência indígena.
Logo, medidas são primordiais para resolver o impasse. O Ministério da Cidadania juntamente ao Ministério da Educação devem, através de um projeto de lei à ser entregue para a Câmara dos deputados, promover aulas sobre a cultura indígena em todas as escolas, essas aulas teriam como temas: suas origens, costumes e línguas. Espera-se assim, evitar a extinção das mesmas no Brasil as ensinando para futuras gerações.