A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 10/11/2020
Sabe-se que, no Brasil, as línguas indígenas correm grande risco de extinção. Isso, por que segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), o Brasil é terceiro país com maior número de línguas ameaçadas. De certo, estima-se que havia entre 1100 e 1500 idiomas falados no país. Análogo a isso, nos dias atuais, cerca de 190 línguas sobrevivem. E, diante disso, fica evidente, logo, que tanto o preconceito com os índios quanto a falta de interesse do Estado com essa população ratificam a reincidência desse quadro.
Destaca-se, primeiramente, o preconceito que essa pequena parcela da população sofre. Por certo, com a chegada dos europeus, os índios sofreram varias adversidades, promovendo um verdadeiro massacre étnico e cultural dos nativos. Como prova disso, Gilberto Freyre, sociólogo brasileiro, procurou mostrar em sua obra Casa Grande e Senzala, o conflito de interesse e o preconceito dos europeus sobre os índios, criando ate mesmo o mito do índio preguiçoso.
De modo secundário, cabe destacar, ainda a falta de interesse do Estado em preservar as linguagens dos indígenas. Nesse contexto, em meado do século XVIII, o português foi decretado como a língua oficial do Brasil, proibindo a comunicação em qualquer outra modalidade. Entretanto, com a constituição de 1988 que garante a proteção e a valorização das línguas nativas muitas foram preservadas, mas ainda assim o Estado não cumprir de forma eficiente com seu papel de regulador da sociedade. E, por conseguinte provoca a morte de uma língua, que não é apenas uma questão de comunicação no dia a dia, mas sim a preservação da cultura de um povo.
Por tudo isso, para que não aconteça a extinção de línguas indígenas no Brasil e, assim, o direitos consagrados na Magna Carta sejam plenamente cumpridos, urge o comprometimento coletivo. Para alterar os pré-conceitos sobre os nativos, cabe ao estado junto com a Fundação Nacional do Índio (Funai) ampliarem estratégias de prevenção, por meio da propagação de campanhas de conscientização na mídia e nas escolas, e ainda a proteção dos territórios deles, a fim de fortalecer essa classe e punir aqueles que tentarem ferir os direitos humanos.