A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 11/11/2020
Com a chegada de jesuítas no território brasileiro, iniciou-se um processo de catequese dos índios, no Brasil. Com isso a cultura indígena que era passada de geração em geração foi desaparecendo. Nesse sentido, a língua dos povos indígenas está desfazendo-se ao passar dos anos. Nesse contexto, a extinção de linguagens nativas é um desafio e persiste devido a falta de valorização dessas culturas e a negligência estatal.
Em primeiro plano, a ausência da preservação de culturas indígenas é um fator determinante para a persistência do problema. De acordo com o artigo V da Constituição brasileira é dever do Estado valorizar, incentivar e proteger qualquer manifestação cultural. No entanto, a escassez de escolas bilíngues que ensinem tanto o português quanto a língua materna das comunidades, torna os próximos cidadãos distantes de suas origens. Consequentemente no processo de formação, acabam esquecendo sua própria linguagem.
Outrossim, o descaso do governo com a comunidade indígena é um grande impasse. Nessa perspectiva o filósofo Thomas Hobbes defende que é papel do Estado orgsnizar, controlar e administrar a sociedade de forma que promova a ordem social. Sob essa lógica o Brasil não apresenta essa função, visto que terras indígenas dificilmente são demarcadas psra a proteção da comunidade. Logo, um grupo que não possui deu próprio território tampouco pode exercer sua cultura, costumes linguagens e tradições de maneira efetiva.
Depreende-se, portanto, a relevância da preservação das línguas indígenas. Logo, é mister que o Estado tome providências para amenizar o cenário atual. Para que a cultura nativa seja preservada, urge que o Ministério da Educação faça projetos de educação bilíngue nas escolas, por meio de aulas e rodas de conversa nas quais sejam praticadas a linguagem autóctone. Ademais, o Ministério do Meio Ambiente deve aumentar a demarcação de terras indígenas, a fim de que essa população possa ter seu espaço.