A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 10/11/2020

O filósofo Jean-Paul Sartre dissertou acerca do comportamento coletivo, evidenciando-o sobre o caminho para o real progresso de uma nação, a fim de alcançar o bem-estar social. Análogo a isso, nota-se uma crescente discussão coletiva sobre a extinção de línguas indígenas no Brasil. Com isso, em vez de trabalharem como estratégias efetivas, os mecanismos de auxílio educacional aliados à razão estrutural acabam por contribuir com o cenário atual. Assim, deve-se pautar os desdobramentos dessa problemática e suas consequências.

Primeiramente, é importante debater os impasses desse fenômeno. De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, cerca de 200 línguas indígenas correm o risco de desaparecem do vocabulário brasileiro. Esse dado evidencia a baixa eficiência dos mecanismos de auxílio, como o Governo em fiscalizar a utilização e valorização dessa língua nas escolas e outros meios de comunicação, uma vez que há leis para assegurar a preservação da cultura indígena dessa população, porém tais leis não estão sendo cumpridas adequadamente, segundo a Unesco. Diante disso, a ausência dessas medidas de vigilância afeta diretamente o desaparecimento da língua indígena no Brasil.

Além disso, é cabível afirmar que essa situação de extinção se deve ao Fato Social. Segundo Durkheim, “o Fato social é a maneira coletiva de agir e pensar, dotada de coletividade e coercitividade”. Ao seguir essa linha de pensamento, observa-se que a lenta mudança na mentalidade de parte da sociedade sobre a importância da língua indígena na identidade brasileira aumenta a desvalorização, principalmente no que tange à língua dessa população. Por conseguinte, a inserção do papel da cultura indígena no país precisa ser disseminada para que essa valorização seja adotada por todos naturalmente.

Portanto, torna-se clara a relevância da adoção de medidas conjuntas do governo e da sociedade para a realização da mudança de percurso desse problema. Logo, o Congresso Nacional deve elaborar uma legislação mais rigorosa que reforce o ensino da cultura indígena nas escolas, por meio de especialistas em segurança educacional, como pedagogos, com o fito de diminuir o desaparecimento da língua indígena no país. Dessa forma, aumentará o bem-estar social, o que vai de encontro a teoria do filósofo Sartre.