A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 11/11/2020
Estima-se que com a chegada dos europeus ao Brasil, haviam 1175 línguas indígenas, desde então, 85% das línguas originárias desapareceram, dados da Fundação Nacional do Índio (FUNAI). Nesse sentindo, a alta porcentagem é alarmante e prova o insucesso da preservação da língua indígena no Brasil. Desse modo, ações afirmativas que pretendem reverter a situação histórica de extinção da língua indígena- são fundamentais para que a preservação seja garantida.
Em primeira análise, cabe destacar quando os jesuítas chegaram ao Brasil com a intenção de alfabetizar os índios, impondo a língua portuguesa ao povo, desfazendo a cultura e os costumes que ali estava. Desse modo, o etnocentrismo do Português em 1500 contribuiu de forma ascendente para o avanço da extinção da língua indígena em 2020- língua rica e importante para a sociedade brasileira. Visto que a língua humaniza o homem, permite comunicação entre o indivíduo e meio ambiente é necessário preservá-la, outrossim, do primeiro povo a ocupar o país,
Em segunda análise, a Constituição Federal de 1988 estabeleceu o prazo de cinco anos para que todas as terras indígenas brasileiras fossem demarcadas, entretanto, dados da FUNAI afirmavam que em 2018 apenas 64% das terras encontravam-se regularizadas. Nesse ínterim, é sabido que o povo indígena se reúne com celebrações cercado de todo seu povo, cultua e valoriza a natureza, assim, se não possuem espaço para desenvolver sua língua e costumes é notável que haverá cada vez mais separação e logo, diminuição da língua desse povo.
Tendo em vista os fatos elencados, urge, portanto que o Estado junto a Funai desenvolvam medidas eficazes como a criação de um museu em cada estado oferecendo à população toda a história do povo indígena com a participação de índios, com o objetivo da sociedade valorizar a língua indígena no espaço brasileiro. Dessa forma, será possível garantir que a extinção da língua indígena no Brasil seja cessada.