A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 12/11/2020
Após a chegada dos portugueses no Brasil, em 1500, muitos componentes da cultura indígena -como as línguas- perderam força e espaço. Paralelamente, no cenário atual vários idiomas indígenas se encontram ameaçados ou em extinção no país. Tal fato se deve não só pela ausência de falantes das línguas, como também por conta da falta de registro ortográfico delas.
Primeiramente, é nítido que a falta de falantes é extremamente prejudicial para a sucessão de qualquer língua. Nesse sentido, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística(IBGE), existem em todo o país pouco mais de quarenta mil falantes de dialetos indígenas. Dessa forma, nota-se que sem uma quantidade razoável de indígenas que falam seus idiomas nativos, eles perdem a praticidade e ,consequentemente, deixam de ser utilizados. Sendo assim, é inadmissível que o Estado negligencie essa problemática.
Ademais, a falta de registro ortográfico das línguas indígenas é outro fator contribuinte para o desaparecimento delas. Nesse viés, a Fundação de Amparo a pesquisa do Estado de São Paulo(FAPESP), afirma que existem somente dois dicionários com linguajar indígena no Brasil. Nessa perspectiva, nota-se que as línguas indígenas são transmitidas, principalmente, de forma verbal tornando seu acesso extremamente dificultoso para a maioria do corpo social. Em suma, é indiscutível que esse percalço não é devidamente explorado pelas autoridades responsáveis.
Portanto, é necessário que o Governo- Autoridade responsável pela organização de uma unidade política-, expanda o acesso à línguas indígenas, por meio de um projeto de lei entregue à câmara dos deputados, que registre todos os idiomas indígenas em dicionários digitais e os disponibilize em todas as unidades de educação possibilitando a aprendizagem deles por qualquer pessoa. Espera-se, que com isso a extinção dos vernáculos indígenas seja freada no Brasil.