A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 14/11/2020
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à moradia e ao bem-estar social. Entretanto, o cenário diverge do esperado, uma vez que, na atualidade, a extinção da língua nativa e falta de valorização atua como principais vilões para que o povo desfrute desse direito na prática, excluindo sua cultura e atuando em cenários difíceis. Nesse contexto, questões morais e sociais devem ser postas em vigor, a fim de serem devidamente compreendidas e combatidas.
Convém ressaltar, em primeiro plano, que o problema advém, em muito, da falta de conscientização com as raízes culturais brasileiras. Segundo o filósofo Gandhi, “o progresso não é senão a realização das utopias”. Nesse contexto, é válido enfatizar o papel da colonização brasileira como percussor da extinção da língua indígena, com a implementação do português como língua oficial do Brasil, deixando de lado nossas verdadeiras raízes. Paralelo a isso, dados da ONU relatam que o Brasil é terceiro país com maior número de línguas ameaçadas, o que deixa claro que a falta de conscientização fere a diversidade brasileira e atinge, em muito, a identidade primitiva e a quebra da realização de uma utopia.
Outrossim, é válido destacar que o apagamento cultural do nosso povo é um ponto negativo. Exemplo disso, são os dados da ONU, o qual afirma que quase 90% das línguas indígenas brasileiras foram extintas e as que restam estão ameaçadas. Diante disso, o Brasil é visto por muitos como um país acolhedor no que tange outras regiões e culturas, porém, diante os fatos mencionados é notório que quando se trata de sua própria gente não se têm empatia e muito menos a busca pela valorização, o que torna a problemática ainda mais grave e diretamente proporcional: quando mais se distancia diante a própria origem, mais próximo estará do esquecimento e perda de identidade.
Portanto, é mister que órgãos responsáveis tomem providências para amenizar o quadro atual. Desse modo, urge que o Ministério da Educação acrescente, por meio de verbas governamentais, o estudo da língua e da cultura indígena no currículo escolar, por meio de brincadeiras educativas, gincanas e palestras que visam explicar e ensinar todas as diversidades do verde-amarelo, começando pelo povo primitivo. Por outro lado, cursos de línguas estrangeiras, com o apoio do governo, podem implementar pacotes especiais do curso de línguas indígenas estabelecendo um ponto positivo: aumentar o número de pessoas que falam a língua pelo nosso país para que ela não seja totalmente esquecida. Quem sabe assim, como dizia Gandhi, realizar o que seria uma utopia é dar um passo a um grande processo.