A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 14/11/2020
Desde o Iluminismo, teoria filosófica desencadeada no século XVIII, uma sociedade só progride quando um mobiliza-se com o problema do outro. Todavia, esse ideal não é posto em prática quando observa-se a extinção de línguas indígenas no Brasil, problema que afeta o patrimônio cultural imaterial do país. Isso se evidencia não só pelo desinteresse do Estado em atenuar o impasse, como também pelo descaso da população que pouco defende a cultura da nação.
Mormente, é importante ressaltar a negligência do Governo com o idioma indígena. Desde o processor colonizador, os ameríndios foram forçados a aprender o vernáculo português e, consequentemente, diminuíram o uso do próprio dialeto. Hodiernamente, a problemática persiste, visto que, ao longo dos séculos, pouco foi feito para preservar a identidade cultual do país, haja vista as escassas políticas públicas feitas para atenuar a perda da diversidade. Destarte, é de suma importância que o Estado promova soluções para resgatar a língua indígena, pois a negligência da questão fere os direitos do índio e empobrece os ricos costumes brasileiros.
Outrossim, o desinteresse da população em defender a própria cultura contribui para a extinção da língua. Grande parte do tecido social da nação não sabe da importância da preservação da diversidade e não cobra por direitos extremamente necessários. Segundo Platão, filósofo da Grécia Antiga, somente o conhecimento gera a possibilidade de cada indivíduo compreender seu real papel dentro da sociedade. Assim sendo, enquanto a população não reconhecer a relevância desse patrimônio imaterial brasileiro, o vernáculo dos ameríndios vai continuar a se extinguir e, dessa forma, toda a cultura será prejudicada aliado ao ferimento dos direitos indígenas.
Urge, portanto, que o Estado, órgão que deve promover a proteção de todo o país, invista, por meio de verbas fornecidas pela receita federal, em aulas que promovam o ensino das mais diversas línguas indígenas para todos aqueles que tem o interesse de aprender mais da cultura brasileira. Tais lições deve ser fornecidas em escolas, tribos indígenas, lugares públicos e acessíveis, com o fito de evitar a extinção dos poucos dialetos ainda existentes. Ademais, cabe ao Ministério da Educação proporcionar propagandas em escolas, rádios e tvs, que ensine aos indivíduos a seriedade de preservar o linguajar do índio e ressaltar a diversidade brasileira. Espera-se, com isso, uma sociedade justa que respeita a todos e que valoriza o país.