A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 21/11/2020
A partir do século XIX, o indígena foi idealizado e transformado em um símbolo de identidade brasileira, a quem era reservado o título de “verdadeiro brasileiro”, tendo participado, inclusive, como protagonista nos livros do romancista José de Alencar. No entanto, na prática, os indígenas continuam excluídos da sociedade brasileira. Além disso, no cenário atual, possuem grande parte de suas línguas em extinção. Diante disso, é válido analisar a falta de investimentos por parte do governo no que concerne o conhecimento da cultura indígena nas escolas. Tal falta pode culminar no preconceito para com os falantes da língua nativa. Assim, deve-se tomar medidas a fim de resolver esse grave impasse.
Mormente, nota-se que o governo não realiza investimentos no que tange ao conhecimento das culturas nativas e da diversidade cultural brasileira dentro do âmbito escolar, contrariando o pensamento do economista Arthur Lewis, que diz que “A educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido”. Portanto, nota-se que providências devem ser tomadas acerca do tema para que as consequências, como: a extinção de 190 línguas indígenas no Brasil (segundo a UNESCO) e o preconceito, não se agravem.
Em segundo lugar, cabe analisar o preconceito que a maior parte da sociedade brasileira possui para com os falantes nativos da língua indígena. Nesse viés, o livro “O Sol é Para Todos”, de Harper Lee, nos expõe um corpo social extremamente discriminador para com o diferente, criticando, inclusive, as pessoas que não apoiam o preconceito que a sociedade possui. Assim, sob tal ótica, é valido dizer que a discriminação pode ser um fator agravante no que tange a extinção das línguas nativas brasileiras, visto que o nativo pode sentir uma espécie de vergonha étnica, deixando de continuar a articular a língua indígena por tal sentimento.
Portanto, é mister que medidas sejam tomadas, a fim de resolver o impasse. Dessa forma, o Ministério da Educação deve incentivar o estudo da diversidade cultural indígena por meio da criação de uma disciplina que aborde a diversidade cultural brasileira, com o intuito de que os alunos possuam não mais uma perspectiva preconceituosa, mas sim plural. Tal disciplina deve ser realizada através de palestras, diálogos e atividades lúdicas. Somente assim, pode-se mitigar a extinção das línguas indígenas no Brasil.