A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 23/11/2020

A primeira geração do Romantismo brasileiro possibilitou a criação de uma produção artística voltada ao índio, considerado nela um herói nacional. No entanto, na contemporaneidade, os povos nativos não são vistos com o mesmo respeito, tendo suas línguas ameaçadas, consequência do contato com diferentes culturas e da desvalorização cultural sofrida por esse grupo no país.

Nesse cenário, faz-se possível relacionar o período colonial brasileiro com o contato com diferentes culturas, visto que, com a chegada dos portugueses em 1500, houve a inserção de aspectos culturais dos europeus sobre os indígenas. Dessa forma, a imposição da língua portuguesa sobre a indígena despertam, além do desinteresse por aprender a cultura indígena, o desuso de mecanismos linguísticos dos grupos nativos.

Seguindo essa premissa, pode-se ressaltar que essa problemática é um reflexo da desvalorização do índio no Brasil. Nesse contexto, apesar do português, idioma oficial do país, receber maior importância no cenário cultural, cerca de 274 línguas indígenas são faladas no território, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sendo um exemplo do notório esquecimento desse grupo.

Portanto, medidas são necessárias para que não haja a extinção das línguas indígenas na sociedade brasileira. Nessa perspectiva, o Ministério da Educação, em parceria com a Fundação Nacional do Índio (FUNAI) devem implantar nas instituições públicas e privadas aulas mensais nas quais, por meio de vídeos e diálogos com nativos, expressem a riqueza cultural da língua indígena. Assim, em alguns anos, poderá ser observado a permanência do ideal romântico, formando, através do maior interesse dos jovens, uma sociedade igualitária.