A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 24/11/2020
A comunicação atrasada
O índio Abeguar é um jovem guerreiro que foi vítima dos portugueses colonizadores na obra de ficção de ´´Uma história de amor e fúria´´. Em sua última batalha em que teve como vitoriosos os portugueses, o guerreiro tupinambá viu sua amada Janaína morta, assim como outros companheiros de sua tribo, e outras mulheres e crianças escravizadas. Fora da ficção, a realidade nua e crua não é diferente: várias tribos indígenas foram dizimadas por todo o território que hoje conhecemos, como Brasil. Um impacto de grandes proporções que interfere até hoje na extinção de dialetos e línguas indígenas no país.
À princípio a cultura de origem indígena não é tratada com de vida relevância pela população em geral. Isso acontece porque há uma ideologia de caráter antropocêntrica à cultura indígena, especialmente quando se apresenta sua língua, pois é nela que se carrega as tradições, religião, história de uma determinada tribo. O desprezo por essa comunidade vem hoje por parte de latifundiários, que a fim de obterem lucro, diziam terras indígenas protegidas pelo indigenista – FUNAI. Faz-se mister salientar ainda que há pouco suporte por parte da escola pelos dialetos indígenas. Ou seja, as crianças são apresentadas à uma língua oficial e deixando de lado suas raízes, que são inferiorizadas pelo âmbito de progresso a sociedade as consideram atrasadas.
Fica evidente, portanto, que a ocorrência de extinção da linguagem de caráter indígena é considerado em atrasado para toda a sociedade brasileira medidas devem ser feitas para reverter tal quadro. O Ministério da Educação deve indicar medidas que valorizem a cultura indígena desde a primeira infância, de modo a apresentar as nossas crianças uma ideia de relativismo cultural, para que futuras gerações não reproduzam o preconceito estrutural e sim valorizam nossas raízes nativas. Isso deve ser feito por meio de palestras, apresentações expositivas ao tema na grade curricular. Vale ressaltar a punição exigida pelo Ministério do Meio Ambiente aos proprietários rurais que invadem tais terras protegidas e ao poder legislativo endurecer ao leis contra grileiros. Dessa forma a pária amada irá, apesar de ser uma tarefa árdua, proteger para que vários Abeguares afora sejam valorizadas compartilhem sua tradição a partir de várias línguas nativas.