A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 27/11/2020

Em 1910, foi criado o órgão federal responsável pela política indigenista, chamada de Serviço de Proteção ao Índio; todavia, essa não é a realidade brasileira. Nessa conjuntura, essa problemática ocorre pois as leis  assegurados pela Constituição brasileira de 1988 não são devidamente respeitados. Em virtude disso, os indígenas não têm a sua cultura e a sua natureza respeitados. Assim sendo, destaca-se a importância do Estado tomar medidas de forma a garantir tais direitos.

A partir dessa perspectiva, destaca-se a obra literária chamada “Cidadania de Papel”, de Gilberto Dimenstein, o qual afirmava que a as leis da Constituição só funcionavam na prática. A título de exemplo, tal organização indígena não funciona na prática, uma vez que, de acordo com o IBGE, mais da metade das línguas indígenas foram dizimadas no Brasil.  Portanto, é dever do Estado assegurar que esses povos sejam protegidos como prometido.

Por conseguinte, a cultura dos indígenas não é respeitada, e, portanto, eles têm as suas línguas desvalorizadas e extintas. A respeito disso, tem-se a frase de Mandela, o qual afirmava que “se você fala com um homem em sua língua, o recado vai para o seu coração”. Dessa forma, é extremamente necessário levar em conta a história de cada povo, tendo a língua, um papel fundamental na identidade de cada indivíduo.

Depreende-se, logo, que é imprescindível que o Estado desenvolva o projeto “A língua de cada um”. A partir disso, o Estado aumentará a quantidade de verba disponível para o Serviço de Proteção ao índio. Outrossim, a Secretária da Cultura deverá organizar palestras em praças públicas de forma a conscientizar a população sobre a importância das línguas indígenas no Brasil. O conjunto dessas medidas garantirá, por fim, o devido respeito e a devida proteção à identidade de cada indígena.