A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 03/12/2020

A primeira geração do romantismo no Brasil ficou marcada pela participação do indígena, sobretudo como protagonista, guerreiro e herói. Contudo, tal apego a cultura ficou no passado, e hoje às línguas indígenas correm risco de extinção, e isso se deve não só ao desmatamento e negligência, como também a modernização da sociedade.

A princípio, o desmatamento demonstra a negligência com a vida de nossos compatriotas. Segundo o Greenpeace, renomado blog ativista, só nos primeiros meses de 2020, o desmatamento em terra indígena aumentou em 64%. Isso é pecaminoso, desumano e realça o total descaso da sociedade com as figuras históricas, principalmente aquelas que um dia foram louvadas pela literatura.

Em acréscimo, às línguas mães não conseguem acompanhar o desenvolvimento social. Conforme o sociólogo Zygmunt Bauman demonstra em seu livro “modernidade líquida”, o mundo pós-moderno vem rompendo as estruturas mais solidas e tradicionais, graças ao advento da internet e avanços na comunicação. Logo, as tão lindas línguas arcaicas vão se esvaindo. Enquanto isso, mais um jovem, que com toda a certeza não foi apresentado a beleza dessa cultura, perde horas e horas no seu tik tok(aplicativo/rede social).

Enfim, é dever do Estado em parceria com as ONGs indianistas, por meio de uma assembleia constituinte, a adoção do Tupi como língua secundária, semelhante ao modelo paraguaio, com aulas do idioma disponibilizado pelas ONGs, visando aumentar o alcance da lingua e concientizar a população. Para que desse jeito possa haver honra à memória dos romantistas.