A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 08/12/2020

Segundo Johann Gottlieb Fichte, " A língua de um povo é a sua alma". Nessa perspectiva, vê-se que a identidade de uma nação é marcada pela sua língua e ela deve ser preservada para que não ocorra sua extinção. Contudo, tal fato está ocorrendo de forma gradativa com as línguas indígenas, devido à questão territorial e também educacional.

Em primeiro lugar, a preservação de terras indígenas é crucial para entender o processo de desaparecimento das línguas nativas, pois, sem um território próprio, é quase impossível manter viva a cultura dessas comunidades. Dito isso, o artigo 231 da constituição brasileira afirma que: “São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens”. Porém, percebe-se que tais direitos não estão sendo realmente respeitados e muitas das línguas faladas correm o risco de não existir mais.

Por conseguinte, o Brasil é terceiro país com o maior número de línguas ameaçadas de extinção. Nessa conjuntura, nas escolas indígenas, a alfabetização deve ser bilíngue. Sendo assim, teoricamente, todos deveriam dominar tanto o português quanto a língua materna da comunidade. Porém, em alguns casos, há limitações pela falta de professores capacitados, por exemplo, e o ensino bilíngue se encerra ainda nos primeiros anos da educação fundamental. Com isso, nota-se que a falta de pessoas especializadas no idioma nativo, acarreta uma perda muito grande para as comunidades indígenas.

Portanto, é de suma importância que a Funai-como órgão responsável por promover e proteger os direitos dos povos indígenas no território nacional, impeça a exploração nas tribos, aplicando penalidades em quem infringir as ordens, a fim de que os índios se sintam protegidos. Além disso, promovam aulas de línguas indígenas, por meio de cursos com pessoas especializadas para que o idioma nativo não morra.