A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 08/12/2020
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando uma pessoa se mobiliza com o problema da outra. No entanto, quando se observa a extinção de línguas indígenas no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista só é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país. Nesse sentido, é necessário que subterfúgios sejam encontrados a fim de resolver esse inercial impasse.
É importante ressaltar, em primeiro plano, que segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, a língua indígena não é trabalhada em salas de aulas o qual rompe essa harmonia, haja vista que políticas públicas negligenciam o ensino básico de línguas nativas não contratando profissionais para lecionar os educandos, fomentando o desequilíbrio da sociedade indígena.
Outrossim, destaca-se a cultura nativa perdida como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar, dotada da exterioridade, coercitividade e generalidade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que com o aumento de interferências externas vinda dos meios urbanos nas comunidades indígenas, os nativos se tornam reféns de culturas introduzidas em suas tradições , potencializando o declínio de costumes nativos.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um Brasil melhor. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas e essa mudam o mundo. Logo, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, em escolas, palestras ministradas por psicólogos, que discutam a atenção quando for eleger políticos que negligenciam tradições indígenas e a importância da diversidade cultural nativa, para que não se viva a realidade das sombras, assim vivida na alegoria da caverna de Platão.