A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 10/12/2020

No documentário “Ex-Pajé” é retratada a forma com que o extermínio das culturas indígenas se tornou normalizado. Infelizmente, a ficção não destoa da realidade brasileira, na qual conta com o extermínio de 80% das línguas indígenas existentes no período pré-colonial. Com aumento da globalização, agravado com a desigualdade social, torna-se cada vez mais visível a falta de auxílios governamentais.

Tal problema deve-se ao fato de haver uma grande concentração de renda histórica no Brasil. Desde o período colonial, em que apenas as elites agroexportadoras tinham acesso à condições básicas de vida. Isto é, foi instaurado um sistema social sem levar em consideração as culturas pré-existentes no país. Regendo em benefício próprio, os indígenas foram altamente explorados e diminuídos, em tese, houve até mesmo a tentativa de catequização e escravidão dos mesmos.

Entretanto, os problemas não se encontram apenas em seus motivos, mas estão muitos presentes nas consequências do mesmo frente um mundo globalizado. Apesar de seus diversos benefícios, o mundo globalizado, impulsionado com fácil acesso à internet, instaurou uma padronização de aspectos básicos. Como tentativa de se encaixar nos padrões sociais atuais, grande parte da comunidade indígena foi perdendo traços importantes, como a extinção de diversas línguas. O problema se torna cada vez mais acentuado, tendo em vista o exuberante desenvolvimento tecnológico.

Portanto, medidas devem ser tomadas para que a diversidade cultural seja sempre respeitada. O Ministério da Justiça, com apoio da Fundação Nacional dos índios (FUNAÍ) deve criar uma rede de regulamentação em territórios indígenas através de um projeto de lei entregue á Câmara de Deputados. Nela, deve constar que haja uma regulação semanal por órgãos fiscais. Espera-se, com essa medida, que a extinção das Línguas Indígenas do Brasil sejam diminuídas.