A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 12/12/2020
São Tomás de Aquino defendeu que todas as pessoas precisam ser tratadas com a mesma importância. Porém a questão da extinção de línguas indígenas contraria o ponto de vista do filósofo, uma vez que, no Brasil, esse grupo é vítima de discriminação e desvalorização constante. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude do legado histórico e da base educacional lacunar.
Convém ressaltar, a princípio, que o legado histórico é um fator determinante para a persistência dessa problemática. De acordo com o pensamento de Claude Lévi-Strauss, só é possível interpretar adequadamente as ações coletivas por meio do entendimento dos eventos históricos. Dessa forma, a extinção de línguas indígenas, mesmo que fortemente presente no século XXI, possui raízes intrínsecas ao passado brasileiro. Logo, para que possa haver uma mudança nesse cenário, é preciso romper com as crenças passadas.
Ademais, outra dificuldade enfrentada é a base educacional lacunar. Para Kant, o ser humano é resultado da educação que teve. De acordo com essa perspectiva, se há um problema social, há como essência uma lacuna educacional. No que tange à questão da extinção de línguas indígenas, percebe-se a forte influência dessa causa, uma vez que a escola não tem cumprido seu papel no sentido de auxiliar na resolução do problema, pois não tem trazido às salas de aula conteúdos que foquem na valorização e conhecimento da cultura dos diferentes povos brasileiros.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para solucionar esse problema. Dessa forma, o MEC em parceria com o PNLD (Programa Nacional do Livro Didático), devem desenvolver uma atualização nos livros didáticos de história, por meio da sugestão de projetos que discutam o legado histórico brasileiro e visem a valorização de outras culturas. Desta maneira, será possível acabar com a extinção das línguas indígenas e promover um tratamento igualitário, defendido por São Tomás de Aquino.