A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 22/12/2020
A lei número 6001 da Constituição de 1973 refere sobre a obrigatoriedade Estadual, a preservação e a inserção - de forma harmoniosa- a cultura dos povos indígenas a hegemonia nacional. No entanto, o que é observado na atual conjuntura nacional, é uma forte contraposição a tal medida, visto que os povos nativos brasileiros ainda não são valorizados devidamente, seja por serem vistos historicamente de forma inferior ou pela falta de programas que insiram o estudo e a valorização da cultura desses povos no ensino brasileiro. Logo, sendo importante que haja novas medidas educacionais e de pesquisa que mitiguem essa problemática.
Nessa conjuntura, é de relevância mencionar a desvalorização cultural herdada por esses povos. Desse modo, pode-se retratar as missões jesuíticas que vinham para o Brasil, com intuito de dominar a população indígena em nome da igreja católica, por meio da visão de mundo europeu. Visto isso, é preciso salientar que tal contexto provocou diversos problemas relacionados a crise de identidade desses povos, além da dispersão de seus costumes que se perderam, principalmente, por conta da pouca atuação do Estado em mitigar os resultados dessa situação histórica.
Outrossim, é imprescindível também destacar a falta de conhecimento sobre a cultura desses povos na educação brasileira. Nessa lógica, pode-se mencionar a tese da “Tábula rasa” descrito pelo filósofo inglês do século XVI John Locke, em que os seres humanos nascem como folhas brancas sem o conhecimento de mundo, dessa forma, a sociedade tem a função de preencher tal vazio. Sendo assim, é possível perceber que muitas vezes o ensino brasileiro não insere a cultura dos nativos, logo, dificultando a preservação desses povos, pois sem o conhecimento da existência deles não é possível a sua preservação de modo eficiente.
Portanto, o Fundo nacional de investimento, deve incentivar programas de pesquisa nacional com intuito de recuperar as antigas culturas perdidas com tal processo histórico. Assim, garantindo a recuperação gradativa de seus costumes. Por outro lado, o Estado, com o intuito de amenizar tal disparidade educacional, deve, por intermédio do Ministério da Educação e Cultura, inserir nas instituições de ensino estatais palestras e aulas sobre os costumes e a diversidade indígena com o auxílio de professores de história, além da participação de nativos, que deem o auxílio na construção de uma nova imagem histórica destes. Assim, possibilitando maior integração cultural e educacional desse povo seguindo, assim o código supracitado.