A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 04/01/2021

De acordo com o artigo 216 da Constituição Federal, patrimônio cultural é composto por bem materiais e imateriais, sendo função do Estado zelar por eles. Portanto, as línguas indigenas por constituirem um tipo de bem imaterial nacional, devem ser protegidas. Porém, de acordo com dados da Organização Mundial das Nações Únidas, inúmeros dialetos foram extíntos desde a formação do Brasil, tendo como principal causa, o contato constante com outras culturas e a desvalorização povo indigena. Sendo assim, é de suma importância a criação de medidas públicas para enaltecer a língua nativa e diminuir a interferência dos costumes contemporâneos sobre esse legado.

A desvalorização da língua autoctone teve seu início na colonização portuguesa, por meio da catequização imposta pela metropole, que insitituiu o dialeto português como oficial, impedindo que outros indiomas fossem falados dentro da sociedade brasileira. Além disso, durante o período inicial de conquista, diversas comunidades com um falar próprio, foram dizimadas durantes os conflitos armados, assim toda uma cultura foi perdida nesse contexto. Atualmente, essa imposição do indioma português como oficial ainda é presente na sociedade, visto que, para ter acesso aos seus direitos como educação, saúde e segurança somente o vocabulário portguês é comprieendido.

Aliado a isso, diversas comunidades indigenas presentes em reservas ambientais ou em outros territórios demarcados, são constantemente invadidas, como por exemplo, por mineraçãoes clandestinas, desmatamento, pecuária extensiva e especulação imobiliária. Como consequência, o tamanho do seu território, tem-se tornado cada vez menor, o que possibilita o conflito e contanto constante com outras culturas. Contudo, como na maioria dessas situações o conhecimento indigena é desvalorizado, principalmente pelos jovem presentes nas comunidades, que passam a enaltecer os costumes estrangeiros. Desse modo, por constituirem a maior parcela dessa sociedade, as informações antigas, como o seu indioma,  se restrigem aos mais velhos, e vão desaparecendo ao longo das gerações.

Logo, é de sua importância que o Ministerio da Educação inclua na grade curricular do ensino básico no Brasil o estudo sobre o dialeto das principais comunidades indigena e suas culturas, abrangendo diversas áreas como história, geografia, sociologia, por meio do treinamento de professores com cursos de capacitação que devem ser ministrados pelos integrantes da sociedade nativa. Dessa forma, a transmissão e divulgação de informações sobre a cultura indigena e como sua língua contribuiu para formação da sociedade brasileira, promove a sua valorização e diminui a inteferência de hábitos estrangeiros sobre ela.