A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 15/01/2021
Consoante ao poeta Cazuza, “eu vejo o futuro repetir o passado”, a extinção de línguas indígenas no Brasil não é um problema atual. Desde a colonização, os índios brasileiros perdem, exponencialmente, não só traços de sua cultura, como também enfrentam constantes ataques em seus territórios. Nesse contexto, cabe às autoridades competentes tomarem as atitudes cabíveis para reverter essa problemática.
É relevante abordar, primeiramente, que a promoção da cultura indígena é praticamente inexistente. Logo, faltam atividades, fóruns e exposições que enalteçam os costumes deles. Nessa esteira, é lícito destacar que a Constituição Federal, promulgada em 1988, reafirmou a promessa de preservar os direitos dos nativos no Brasil, inclusive o da cultura. Para tanto, essas afirmações precisam ser colocados em prática.
Outrossim, vale ressaltar que esse povo sofre ataques constantes, com o objetivo de tomarem pose de suas terras. Tais atitudes restrigem a sua autonomia sobre o local habitado e ameaçam a liberdade de escolher viver e propagar sua própria cultura. Como citado pelo filósofo e ambientalista, Ailton Krenak “somos invadidos desde a época de Cabral. E continuamos a ser invadidos até hoje”. É o momento de freiar essa duradoura perseguição.
Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que revertam esse quadro. O Ministério da educação deve investir na formação de futuros docentes, promover a criação de novas disciplinas curriculares que incluam as línguas indígenas brasileiras. Dessa forma, será possível uma melhor e maior comunicação, que possibilite mais interação. Ademais, o Estado precisa garantir-lhes o direito à terra, à moradia, através de investimentos na fiscalização das mesmas. Só então erros passados não serão repetidos novamente.