A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 12/02/2021

A sociedade tupiniquim adota  a Língua Portuguesa como idioma oficial da nação,desvalidando centenas de línguas nativas existentes em todo seu espaço geográfico.A problemática na inferiorização linguística dos ricos dialetos milenares encontrados antes mesmo da “descoberta” do Brasil é a perda gradativa da influência aborígene e a consequente extinção de línguas formadoras da identidade cultural brasileira.

A gênese do preconceito estrutural e ridicularização de crenças e costumes nativos  é exprimida notoriamente desde o primeiro contato entre portugueses e indígenas e é verificada a partir de inúmeros registros europeus,como as cartas de Pero Vaz de Caminha que determinam explicitamente  a visão pejorativa dos estrangeiros em relação aos indígenas,dentre os quais é crucial destacar a  frase  histórica que comprova a veracidade da intolerância cultural lusitana “Porém o melhor fruto que dela se pode tirar me parece que será salvar essa gente”.

Séculos de submissão por meio de missões jesuíticas  ,cujo objetivo primordial era a aculturação e catequização indígena,influenciaram massivamente a reclusão de povos nativos,que não identificavam-se aos padrões eurocêntricos,e no progressivo desaparecimento das raízes brasileiras,marcadas pelas milhares de línguas nativas que constituíram verdadeiramente o território brasileiro,como  Potiguaras,Tamoios e Tupi.

Concomitantemente à indiscutível importância da conservação das,ainda existentes,línguas indígenas há a necessidade latente da inclusão de sociedades nativas no corpo pátrio a partir de intervenções de cunho humanitário  por instituições como a ONU,Organização nas Nações Unidas, viabilizadas pelos três estamentos estaduais,legislativo,executivo e judiciário,em prol do devido reconhecimento  indígena.