A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 06/03/2021

Quando Pedro Álvares Cabral chegou ao Brasil, em 1500, haviam mais de mil línguas na terra encontrada. Contudo, a influência europeia incentivou o português, idioma do país colonizador, na colônia, em detrimento das culturas nativas. Desse modo, é crucial ressaltar a intolerância, ligada ao pacivismo governamental, como principais pilares da perpetuação da extinção das línguas indígenas brasileiras.

A princípio, cabe apontar que a intolerância do povo prejudica a diversidade. Para confirmar, de acordo com pesquisas do Datafolha em 2016, cerca de 73% dos candidatos afirmaram que vivem em uma sociedade opressora, que reprime valores fora de padrão, como costumes de índios. Portanto, deve haver a reversão desse cenário pela valorização e, consequente, preservação dos meios de comunicação indígenas.

Ademais, é importante ressaltar que o Estado, orientador dos rumos do corpo social, não toma as devidas iniciativas contra o empecilho. Para contextualizar, é precioso lembrar que segundo o chanceler alemão, Bismark “A política é a arte do possível”. Contudo é explicíto que o sistema brasileiro falha em proteger a cultura do país. Logo, é necessária a mobilização governamental pela valorização desse patrimônio nacional.

Nessa perspectiva, o Governo deve proteger todas as culturas, por intermédio da criação de leis contra atos de ódio, de modo a aplicar severas multas, direcionadas às campanhas pelos indígenas. Ademais, a mídia ligada às escolas, difusoras de informação, devem orgulhar as pessoas pela variedade cultural, por meio de debates e discussões educativas, de forma a incentivar estudos dos idiomas brasileiros. Assim, a pátria terá equilíbrio entre resquícios coloniais e autonomia de etnia.