A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 27/03/2021

O Brasil colonial se deu pela apropiação e expropiação, apropiou-se das terras, matas, lagos e seus recursos biovegetais e expropiou do povo que lá vivia, a religião, os saberes, o corpo e a língua, pois ao sobrepujar a sua cultura poderiam controla-los; Hoje, esse processo de expropiação da língua continua por meio da falta de valorização do povo indigena, pouca documentação das línguas e esteriotipação.

Assim, a desvalorização da língua pode ser vista desde muito antigamente, onde junto com a diminuição drástica da população o idioma do povo desaparecia também, pois nem mesmo a sobrevivência do indivíduo era valorizada, essa cicatriz continua aberta e presente nos vários povos que sobreviveram a todo esse processo de invisibilização, mas que mesmo assim ainda não são vistos da devida forma.

A pouca documentação da língua facilita o processo de extinção, já que sem ela, se limita a oralidade que se perde com o tempo devido a grande influência do português nas relacões econômicas e interpessoais que algumas tribos, aldeias e comunidades índigenas estão submetidas; O livro de George Orwell, 1984 nos mostra bem  o quanto a falta do saber nos leva a um mundo onde quem controla a informação, controla a sociedade e o apagamento de uma língua exemplica esse processo.

Já a esteritipação do índigena e as características atribuídas a ele colaboram com a diminuição da variedade de suas línguas pois mostram a população que “índio é um só”, e disso não criam a necessidade de guardar, preservar e valorizar a enorme variedade de povos e suas diferentes culturas que rodeiam o Brasil em toda sua extensão.

Conclui-se então, que, para frear a extinção das línguas ídigenas no Brasil deve-se incentivar de maneira mais eficiente a FUNAI para que se criem politicas de valorização a cultura índigena e suas línguas, junto da Secretaría de Educação para promover o entendimento da diversidade e valorização dos povos e a criação de um programa que documente e preserve as línguas para que a população nunca esqueça.