A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 09/04/2021
Em 1549, com a vinda dos jesuítas, inicia-se o processo de educação e catequese dos índios, no Brasil. Com isso, uma cultura indígena passada de geração em geração, foi sendo diluída pela visão do mundo dos religiosos. Em decorrência disso, uma base da cultura dos povos indígenas está desfazendo-se ao passar dos anos de seus aspectos tradicionais. Nesse sentido, convém analisar as principais consequências dessa problemática no país.
A extinção das línguas indígenas é uma grande preocupação, no que diz respeito, a preservação da cultura nacional. Segundo uma pesquisa elaborada pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), cerca de 1,5 mil línguas indígenas que existiam no período do descobrimento do Brasil, restam hoje apenas 181, das quais 115 são faladas por menos de mil pessoas. Ademais, o idioma é a forma de expressão mais marcante de um povo, assim, sua extinção provoca um dano preocupante no estudo de determinada cultura.
Outrossim, a maioria dos povos indígenas vive em localidades da Floresta Amazônica, áreas ricas em recursos minerais e hídricos. Em consequência disso, muitos garimpeiros ilegais se instalam nessas regiões com um índice de extrair esses minérios para benefício próprio, o que acaba ocasionando conflitos violentos com os tribos que vivem nesses territórios. Em 2013, segundo o IBGE, de 34 mortes por busca de território, metade dos mortos eram índios. Em consequência disso, muitas tribos acabam saindo dessas terras, que são asseguradas pelo Estado, propriedade indígena, por causa do medo e dos danos na flora e na fauna, que são responsáveis pela subsistência dos índios.
Desse modo, o apagamento da cultura e dos povos indígenas no Brasil é uma problemática que precisa ser atenuada. O Ministério da Cultura deve organizar um projeto, para a criação de um Museu das línguas indígenas, preservando e dando acesso à população de conhecer a cultura indígena Com isso, uma cultura dos indígenas será preservada.