A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 10/04/2021
O descobrimento do Brasil, no século XV, pelo navegador e explorador português Pedro Álvares Cabral, desencadeou os primeiros índicios da destruição da cultura indígena, já que o caráter presunçoso do eurocentrismo e a cobiça pelas riquezas de uma terra desconhecida encheram-lhe os olhos, e não demorou muito para que obrigasse os povos indígenas a abandonar suas línguas, cultos e costumes para adotar um aspecto considerado mais racional. Os resquícios desses preconceitos ainda perpetuam nos dias atuais, com a ignorância do povo brasileiro acerca da cultura de seus ancestrais, e a desmotivação do acesso à cultura indígena nos sistemas de ensino, problemas esses que aos poucos tornam-se cúmplices da extinção da língua indígena no Brasil.
Como dizia o pedagogo americano Amos Alcott, “a enfermidade do ignorante é ignorar sua própria ignorância”. Nesse contexto, é possível afirmar que o fim dessa cultura de dá pelas faltas de buscas e aprofundamentos do povo brasileiro, que transforma pessoas ignorantes e com opiniões conturbadas acima do tema, construindo preconceitos e proferindo discriminações com teses de relevâncias mentirosas. E com o pouco caso das autoridades públicas para com os povos indígenas, as falácias continuam de modo abundante, já que os processos de conscientizações são nulos, assim como as leis de apreensão àqueles que comentem tais crimes de ódio.
Portanto, as escolas poderiam ser um fator importante, visto que com um olhar aprofundado dessas culturas e línguas indígenas, gerariam adultos conscientes e um caráter crítico com base nesses fatos. Porém, a situação é totalmente contrária, onde o estudo dessas culturas é reduzido apenas a dois temas principais: a associação da língua indígena em certas palavras da língua portuguesa, e o folclore. Além disso, o estudo desses povos nas instituições é recheado de esteriótipos e informações deturpadas, revelando o não entendimento e o descaso com essas culturas. Até mesmo a escrivazação desses povos é contado de forma superficial e rasa, desmoralizando a luta dos mesmos por resistência.
No entanto, medidas precisam ser tomadas para contornar esses obstáculos. Com a ajuda do Ministério da Educação, palestras de conscientização, com o comparecimento de estudiosos dos povos indígenas, ou até dos próprios, poderiam ser realizadas nas escolas públicas e privadas, visando idades distintas para maior ensinamento no geral, afinal, nunca se é tarde para aprender. A língua indígena, além de homegeada, deveria fazer parte da grades de ensino do governo, para que assim ocorra a prevenção e o respeito a esses povos. Desse modo, a extinção das línguas indígenas pode ser freada, sobrando assim maior valor histórico, e a esperança de um mundo mais empático para todos.