A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 14/04/2021

Os jesuítas chegaram à colônia Brasil em 1549, eles tinham, entre os principais objetivos, ensinar aos indígenas a linguagem deles, o português, para que pudessem ser catequizados. Dessa maneira, percebe-se que o fato citado ainda é vigente e que o desaparecimento das línguas indígenas é cada vez maior. Em face disso, o recorrente contato com outras culturas e a carência de valorização do Estado com os povos nativos são agravantes da problemática.

A princípio, deve-se destacar o impacto da globalização na extinção das línguas indígenas. Consoante a isso, os dados dispobilizados pelo jornal o Estado de Minas, no ano de 2016, mostram que desde a chegada dos europeus no Brasil, cerca de 85% das línguas originárias entraram em extinção. Desse modo, vale ressaltar que a morte da linguagem é, também, um processo natural, que pode ocorrer por diversos fatores. Todavia, nota-se, com base nas informações, o desaparecimento agravado pelo contato com outras culturas, que força os povos indígenas a deixarem a linguagem deles para seguirem a convencional. Logo, é notória a injustiça com as minorias, que perdem constantemente uma das maiores riquezas de um povo, a comunicação.

Outrossim, a desvalorização do Estado perante a interculturalidade do país se faz, também, um agravante desse entrave. Diante disso, destaca-se uma citação do cantor Bob Marley, que compara um povo sem conhecimento do passado a uma árvore sem raízes. Assim sendo, percebe-se a notoriedade da hegemonia dos dialetos dos nativos, pois eles são responsáveis por passarem a história do país a cada geração. Entretanto, pode-se dizer que a unificação de uma língua tornaria a comunicação mais eficaz. Contudo, isso conduz a um nivelamento cultural, que empobreceria a diversificação que é a cultura humana.

Infere-se, portanto, a necessidade das ações que auxiliem os povos indígenas na luta contra o desaparecimento das línguas deles. Então, cabe a sociedade passar a enxergar o valor dos dialetos dos nativos para a cultura do país, a fim de esses terem a devida valorização. Ademais, cumpre ao Ministério da Educação inserir uma disciplina obrigatória na grade curricular do Ensino Fundamental, com o nome de “Línguas Indígenas”, a fim de aproximar as línguas nacionais do patamar que se encontram as estrangeiras na sociedade brasilei. Feito isso, talvez, será possível dar continuidade a esses dialetos que sofrem desde que o Brasil era uma colônia.