A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 15/04/2021

Segundo o psicanalista austríaco, Sigmund Freud, o indivíduo tende a inferiorizar o que compreender ser diferente. De maneira análoga, essa ideia pode ser associada com a extinção de línguas indígenas na sociedade brasileira, visto que a comunidade não se interessa em valorizar as relíquias da cultura do país. Além disso, o Estado mostra-se alheio aos perigos da desvalorização das linguagens nativas. Sob essa ótica, analisa-se a construção de um crítico impasse, em virtude do descaso social e da ineficiência do Estado.

Diante do exposto, é notório que o desapreço humano compactua com a construção dessa conjuntura. Destarte, essa ideia pode ser associada com a visão do austro-americano Peter Beger, uma vez que para o filósofo toda realidade social é fruto de uma construção humana. Nesse sentido, fica evidente que a falta de interesse do corpo social em entender e aprender sobre as diversas línguas presentes no país influi sobre o agravamento da extinção delas. Logo, é necessário que a federação crie um olhar mais significativo para a questão.

Ademais, vale salientar que a negligência do Poder Executivo, que manifesta apatia em administrar os interesses públicos os interesses públicos, pontua sobre o imbróglio. Nessa lógica, a situação da extinção das línguas dos povos nativos pode estar relacionada à insuficiência das ações dos órgãos governamentais, dado que não é criado planos para implementar na sociedade o interesse de cuidar dos bens culturais e, consequentemente, mostrando falha em sua gerência. Sendo assim, contrariando o filósofo inglês Thomas, que explicita em sua clássica obra Leviatã, que o Estado possui o dever de garantir a coesão e a harmonia social. Com base nisso, evidencia-se que a administração do Estado não é suficiente para evitar danos à massa.

Portanto, depreende-se que descuido social, juntamente ao desleixo governamental necessitam ser solucionados. Para tanto, é imprescindível que a sociedade civil crie projetos sociais, com ministração de palestras e debates que visem discutir sobre como as ações humanas podem apresentar efeitos negativos perante a sociedade. Isso pode ser feito por intermédio de parcerias com prefeituras municipais, que disponibilizarão locais acessíveis para a concretização dessa atividade, com o fito de conscientizar a população sobre o valor que se deve dar as línguas indígenas. Outrossim, o governo federal deve garantir que seja implantado no âmbito social o sentimento de acolhimento a tudo que faz parte da história do Brasil. Assim, uma sociedade justa e igualitária estará sendo firmada no território brasileiro.