A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 28/04/2021
A Magna Carta brasileira garante os direitos à liberdade e à justiça. No entanto, esses direitos são contestados, uma vez que, na sociedade brasileira, há a problematização da extinção de línguas indígenas. Essa falha ocorre no Brasil devido á polarização sociocultural, que faz com que a linguagem e os costumes dos povos indígenas sejam desvalorizados, e a falta de investimento governamental em palestras de ensino incentivadoras da valorização das culturas remanescentes da federação.
A princípio, deve ser ressaltado que o Estado falha ao não promover palestras em instituições de ensino voltadas para a importância da preservação das línguas indígenas. Indubitavelmente, a cultura, incluindo a linguagem, é uma parte indispensável para a formação da identidade de um povo, mas até o presente momento as línguas estão passando por um processo de extinção, que tem como consequente a anulação da identidade social e cultural de seus falantes. Inegavelmente, a elitização nos meios linguísticos, que resulta na exclusão de línguas como o guajajara e a terena, e a estigmação colocada nos dialetos indígenas tem como resultado a extinção dessas línguas. Por consequência da polarização sociocultural e da extinção linguística, parte da cultura e do vocabulário de todo o país ficará incompleto devido a incorporação de diversas palavras de origem tubi na língua portuguesa atual, ocorrência essa, que é justificada por Johann Gottlieb Fichte, na oração: “A língua de um povo é sua alma”, ou seja, a língua se mistura e simboliza a cultura do páis, não podendo mais ser separada.
Além disso, é de conhecimento público que a falta de investimento governamental em instituições de ensino é um dos fatores que levam a extinção de dialetos, e tem como consequente o antagonismo de culturas indígenas. A falta de regulamentação de leis que buscam a preservação das línguas se tornou um empecilho, assim como a falta de ações dos órgãos públicos em relação a proteção dos dialetos da federação, que ao contrário do que o senso comum dita, não contém somente o dialeto português, essa premissa por si só denuncia a desinformação da população acerca as variedades linguísticas do país, e é um dos fatores que contribue para a facilitação do extermínio das línguas indígenas, afirmação que é exemplificada por Platão, na frase: “Ignorância, a raiz e o caule de todo o mal”.
Em suma, com a polarização sociocultural e a falta de investimento governamental na educação, urge que o Ministério da Educação, junto ao Ministério da Propaganda, organize palestras semestrais, por meio de pequenos anúncios, inseridos em redes sociais que permitirão o diálogo entre os participantes, para conscientizar a população sobre os consequentes da extinção das línguas indígenas. Ademais, promover reuniões públicas para instruir a massa sobre os a importância da preservação dos dialetos indígenas, o que resultará em uma população informada, com o efeito de criar cidadões tolerantes.