A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 08/05/2021

No livro “O Triste Fim de Policarpo Quaresma” o personagem principal lutava para que a língua tupi-guarani de origem indígena fosse adotada como oficial do Brasil, como um símbolo de nacionalismo. De maneira oposta ao personagem, o Brasil não valoriza como deveria a cultura indígena. A extinção de línguas indígenas é uma desvalorização da cultura e das identidades brasileiras.

A linguagem é uma parte fundamental na sociedade, é por meio dela que conseguimos expressar e comunicar. No caso dos povos indígenas, a língua é utilizada para passar o conhecimento e cultura de suas tribos, cultura essa que reflete e influenciam em muitos hábitos dos brasileiros, como a culinária, práticas populares de cura derivadas das plantas e principalmente na língua portuguesa brasileira. Desse modo, quando uma língua está ameaçada, todo o conhecimento e a capacidade de entender a cultura também são ameaçados.

Como retratado no livro de “Macunaíma” de Mário de Andrade, o povo brasileiro é formado por três matrizes (indígena, negra e europeia) bem como as diversas características e culturas que cada uma carrega. Por isso, não é só importante preservar as  línguas indígenas, mas também os próprios povos, pois fazem parte de uma identidade nacional.

Diante disso, visando resolver o problema apresentado, a Fundação Nacional do Índio (FUNAI) juntamente ao Ministério da Cultura devem trabalhar para a preservação das terras indígenas por meio da implementação de políticas mais eficazes para a proteção dos povos, com a finalidade de preservar as tradições, culturas e línguas. É importante também que o Ministério da Educação amplie no currículo escolar o estudo sobre os povos indígenas e as culturas, para o reconhecimento da importância como uma das principais matrizes brasileiras. Dessa maneira, o idioma, costumes e conhecimento povos são conhecidos, valorizados e preservados no Brasil.