A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 13/09/2021
Apesar da colonização portuguesa já ter se findado há quase 200 anos, ainda é possível observar as consequências desse processo no Brasil. Nesse âmbito, a crença de que a história do país inicia-se com a chegada de Cabral e que os povos nativos são meros coadjuvantes na formação do estado brasileiro, só coopera para a extinção de línguas indígenas no Brasil. Por isso, é necessário encontrar meios para preservá-las.
De fato, a mácula da colonização lusitana favorece a mitigação da cultura nativa do país, inclusive nos seus idiomas. Prova disso, é o desprezo explícito da elite de descendência europeia que governa o país perante esse grupo, evidenciado, por exemplo, na tentativa de imposição do marco temporal do governo Bolsonaro, mostrado pelo G1, que tenta limitar mais ainda o acesso à terra pelos povos indígenas. Logo, se há um desrespeito em relação aos territórios dessa peble, quem dirá em relação às suas línguas.
Ademais, é visto que a população em si não se reconhece como descendente de indígenas, provavelmente por conta da história do Brasil ter sido contada pela ótica do colonizador. Nesse contexto, o estudo ‘Somos Todos Indígenas’ feito pela UOL mostra a dificuldade da aceitação de índios contemporâneos no que diz respeito aos seus antepassados. Sendo assim, se é difícil reconhecer-se como nativo, não é de se estranhar que ignore-se também as suas línguas.
Portanto, é preciso proteger esses idiomas do esquecimento. Logo, um projeto de lei deve ser sancionado pelo presidente da República e aprovado na Câmara dos Deputados e Senado, no qual insere-se as línguas indígenas ao lado da língua portuguesa como idiomas oficiais do Brasil, da mesma maneira que ocorre em países da américa hispana, como o Perú. Desse modo, haveria uma maior atenção e trabalho com essas línguas, além do impedimento do seu esquecimento.