A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 21/05/2021

Colonização cultural

A partir do século XVI, com o início da colonização do Império Português sobre o Brasil, ocorreram uma exploração e a imposição cultural por meio das bandeiras e das expedições jesuíticas. Além do genocídio do povo indígena, que persiste, há também o apagamento de sua memória, que é refletido nas quase 200 línguas indígenas existentes, que já configuraram mais de 1200. Nesse sentido, é necessário discutir os mecanismos que permitem essa extinção de sua identidade . Logo, cabe analisar uma análise não só a imposição de uma língua, mas também a supressão dos povos autóctones.

Primeiramente, o aspecto principal a ser levado em consideração tem como fundamento a oficialização e o domínio do português como língua. Com a colonização, as missões jesuíticas buscavam evangelizar os indígenas, impondo uma leitura, escrita e fala que os era desconhecida. É possível afirmar, ainda, que essa imposição permanece na atualidade, já que, além de expulsar como fontes nativas de suas regiões, a língua portuguesa foi oficializada, excluindo os povos indígenas e sua memória. Assim, na realidade social imposta, muitas tribos são forçadas a se adaptar à essa nova língua, muitas vezes apagando como suas de origem. Portanto, se medidas de comunicação e preservação não forem adotadas, a colonização será completa e a memória indígena será apagada.

Além disso, outro ponto de vista relevante para sedimentar a problemática reitera-se na extinção de tribos inteiras. O genocídio da população autóctone dizimou diversas tribos, cada uma com sua particularidade lexical. Com isso, várias línguas de comunidades desaparam. Contudo, massacres contra os indígenas que continuam ocorrendo como forma de explorar suas terras e obter lucro. Dessa maneira, a falta de proteção e demarcação adequada dessa maneira com a extinção de sua cultura e de sua linguagem. Logo, a manutenção e a integridade dos povos em detrimento da exploração capitalista, deve ser priorizada para evitar a extinção de suas línguas.

Por conseguinte, faz-se necessário definir os parâmetros de organização para combater tanto a imposição de uma linguagem aos nativos quanto ao seu extermínio. Destarte, compete ao Ministério da Cultura, por meio de mais investimentos na área de preservação, estudar e manter a memória indígena a partir de suas línguas de origem. Essa ação deve ser feita a partir de incentivos a pesquisadores, tanto antropólogos quanto linguistas, que devem catalogar e propagar esses bens imateriais junto à população nativa, com um devido de preservar uma cultura e sua memória. Além disso, um funai deve prestar segurança a esses povos contra a exploração. Outorgadas tais mudanças, a realidade colonialista falhará em extinguir a memória cultural do povo indígena.