A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 07/06/2021
Conforme a primeira lei de Newton, um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força atue sobre ele, mudando-o de percurso. Nessa perspectiva, em alusão ao corpo social brasileiro, ainda que a diversidade linguística seja importante para a manutenção da identidade do país, mesmo assim existem obstáculos a serem superados, uma vez que a língua vem sendo alterada desde o Período Colonial, a partir de 1539. Com isso, ao invés de funcionar como a força capaz de reverter essa situação, os desafios a respeito do contato entre as culturas, bem como a falta de valorização dos povos indígenas acabam por contribuir com a situação atual.
Em primeira análise, durante o Imperialismo, a partir de 1870, o continente africano foi explorado pelos europeus, de modo que várias tribos se misturaram. Desse modo, fica claro que desde muito tempo as diferentes culturas sofrem um processo de dissolução, uma vez que o choque entre elas prejudica a preservação da língua. Além disso, tendo em vista a perda de costumes e práticas que refletem a diversidade, o conhecimento e vivência de um povo vão sendo desprezadas, correndo o risco de serem extintas com o tempo. Por isso, cabe ao Governo implementar projetos para a revitalização das línguas, como forma de assegurar as raízes múltiplas que o Brasil cativou.
Sob um segundo enfoque, sabe-se que as comunidades indígenas, por mais que seja uma parcela pequena da população nacional, são responsáveis pela diversidade linguística. Em razão disso, é preciso que ocorra a valorização desses povos, como forma de respeito ao próximo e a diversidade. No entanto, esse ainda é um desafio que merece destaque, uma vez que das 1,2 mil línguas existentes no país, há ainda 270, sendo que 190 correm o risco iminente de desaparecer, segundo o Atlas das Línguas em Perigo. Diante disso, é notório que a mudança do percurso seja modificada, por meio do Estado, a fim de garantir a permanência desses grupos.
Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que realizem a mudança do percurso. Para isso, urge que Ministério da Cultura crie, por meio de verbas governamentais, projetos nas redes públicas, sendo administrados por profissionais dos Direitos Sociais, para que as populações minoritárias sejam resguardadas pelo Poder Público, a fim de fornecer assistência aos povos, como forma de proteção das sobreposições de costumes, culinária, dança, tradição, entre outros. Haja vista, que será possível amenizar a extinção das línguas. Além disso, cabe ao Governo promover o auxílio as tribos existentes, através do acesso ao estudo, como forma de sustentar a propagação dessa minoria vulnerável. Somente assim, será possível a mudança do percurso, de modo que garanta uma perspectiva de mundo melhor.