A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 04/06/2021
Na obra Pré-Modernista “Triste Fim de Policarpo Quaresma”, do escritor Lima Barreto, o Major Quaresma, admirador das riquezas oriundas do país, acreditava que, se superados alguns desafios, o Brasil alcançaria o patamar de nação desenvolvida. Entretanto, ao observar a extinção de línguas indígenas no Brasil, percebe-se que esses obstáculos ainda não foram superados, já que a negligência governamental e a má formação socioeducacional potencializam esse entrave.
Sob esse viés, deve-se ressaltar a passividade do Poder Público com medidas suficientemente efetivas para combater a obliteração das língas indígenas no Brasil hodierno. Segundo Nicolau Maquiavel, no livro “O Príncipe”, para se manter no poder, o Estado deve operar tendo como objetivo o bem universal. No entanto, é notório que, no Brasil, o governo rompe com essa paridade, visto que a desigualdade social vivenciada pelos nativos, bem como a ausência de investimentos em infraestrutura de comunidades autóctones, como a implementação de computadores e livros que visem a propagação da cultura desses indivíduos, comprovam que cerca de 90% das línguas aborígenes estão extintas, segundo a UNESCO. Por conseguinte, percebe-se que essa inaceitável questão de vulnerabilidade do Estado configura como um irrespeito colossal e, portanto, deve ser modificada em todo território.
Ademais, é fundamental pontuar a má formação educacional como um dos complicadores para a extinção da língua nativa no país. Nessa perspectiva, é notória a carência de medidas cabíveis por parte das autoridades competentes, como o MEC, para que o cenário brasileiro seja alterado. Isso, consoante o pesamento de Nelson Mandela de que apenas a educação é capaz de mudar o mundo, expõe que esse conceito encontra-se deturpado no país, à medida que investimentos destinados à educação como a orientação pedagógica e palestras, com o intuito de propagar a importância da cultura aborígenes para a contrução da identidade nacional, só decrescem. Desse modo, as instituições devem agir com urgência para formar cidadãos esclarecidos.
Portanto, medidas são necessárias para minimizar essa situação. Para isso, o Governo Federal, instituição promotora do bem-estar social, deve apresentar mecanismos para combater a extinção de línguas indígenas no Brasil, por meio de investimentos na infraestrutura das comunidas nativas, instituindo livros e tecnologias, os quais visem propagar a descendência oral e escrita, com a finalidade de garantir isonomia e desenvolvimento do corpo social. Outrossim, o governo deve contratar profissionais indígenas em educandários para efetivação de palestras sobre a notoriedade dos nativos para construção de um país multicultural. Assim, torna-se-á possível, o Brasil alcançar o patamar de nação desenvolvida, como propôs o Major Quaresma.