A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 17/09/2021

Ao longo do processo de formação do Brasil, ocorreu a chamada miscigenação, isto é, a mistura de raças responsável pela diversidade genética brasileira que temos hoje. No entanto, esse processo não engloba, necessariamente, a mesclagem de culturas e línguas, pois ambas foram impostas pelos portugueses no processo de colonização.

Em primeira análise, verifica-se que a problemática é legado da brutal ocupação por parte dos portugueses no brasil, que, após o início da vinda da mão de obra escrava, houve o processo de “conversão” dos nativos pelos jesuítas. Posto isto, sabe-se que, após a domesticação - como era chamada pelos colonizadores - os indígenas ficaram à mercê do egresso de sua própria cultura e hábitos.

Em segunda análise, compreende-se que esse processo de “conversão” é o principal fator que acarreta na extinção das línguas indígenas no Brasil. Dessarte, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o  Brasil tem 190 línguas indígenas em perigo de extinção e cinco das mais faladas no Brasil não ultrapassam 10 mil falantes, segundo dados do Censo de 2010. Nesse viés, é imperativo a conscientização do governo e da população para com a extinção linguística.

Tendo em vista o que foi discutido, é primordial, portanto, que o Governo Federal adote medidas que promovam a preservação das línguas. Deste modo, leis rigorosas devem ser criadas para conservar a cultura e para ampliar a proteção das terras indígenas, assim como providenciar o acesso aos setores da saúde para aumentar a expectativa de vida dos mesmos. Com isso, será alcançado o objetivo de interromper o processo de extinção dessas línguas.