A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 16/06/2021

No período do Brasil Colônia (século XVI), foi retrata a situação de extinção das línguas indígenas devido à imposição cultural dos colonizadores aos povos nativos e devido à ineficácia do governo colonizador na manutenção das línguas nativas existentes. Paralelamente à História, no Brasil atual, as línguas nativas continuam sendo extintas pela popularização da cultura estrangeira em detrimento da local e pela inércia do governo na propagação da importância da língua indígena. Por conseguinte, é necessária a ação do governo para lutar contra a extinção das raízes linguísticas brasileiras.

Em primeiro plano, nota-se que fatores histórico-culturais presentes na sociedade faz com que ocorra a extinção das línguas indígenas no Brasil. Dessa forma, analogamente à chegada das Missões Jesuítas no Brasil (século XVI) - as quais tiveram como missão catequizar os indígenas e ensiná-los a língua portuguesa –, percebe-se que a determinação de valores culturais estrangeiros implica na extinção das línguas nativas. Assim, por ter uma cultura enraizada de priorizar valores estrangeiros em detrimento dos aspectos nativos da nação, os brasileiros não dão continuidade a manutenção do patrimônio cultural indígena, visto que desde os primórdios eram obrigados a preferir a cultura externa. Por conseguinte, é necessário a ação do governo para desenvolver a identidade nacional.

Outrossim, é inegável que a falta de políticas públicas que visem manter viva a cultura indígena é um dos impulsionadores da problemática. Sendo assim, ao não desenvolver ações que visem mostrar a importância da cultura indígena para a população, como previsto na Constituição Federal de 1988, o Estado infringe a prerrogativa supracitada por não desenvolver ações públicas que visem transparecer a importância e a grandeza das línguas nativas no território nacional. Consequentemente, os cidadãos brasileiros não desenvolvem aspectos culturais ligados às origens nativas do Brasil, uma vez que o órgão responsável não desenvolve projetos para proporcionar o aprendizado sobre as línguas indígenas com o intuito de propagar o ensinamento e a utilização ampla dessa no território nacional. Logo, é mister afirmar a necessidade da criação de ações para manter viva a cultura indígena no país.

Portanto, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Cultura, desenvolver ações educacionais, por meio da criação de equipes educacionais especializadas – focadas no ensino da cultura e língua indígena -, com o intuito de propagar a língua nativa e a importância dessa cultura para toda a população. Ademais, cabe ao Poder Executivo, em parceria com o Poder Judiciário, fiscalizar as ações do Estado no âmbito cultural, por intermédio da criação de comissões fiscalizadoras, com a finalidade de assegurar a importância das línguas nativas por meio de políticas públicas. Destarte, a adoção de tais medidas contribuirá para a diminuição da extinção da língua indígena.