A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 02/07/2021
Por volta do ano 1500, o Brasil foi colonizado e nessa época existiam 1,2 mil línguas nativas vivas. Entretanto, infelizmente, essa não é a realidade do país, devido a extinção de línguas indígenas. Desse modo, dois importantes aspectos se destacam: o descaso governamental e o preconceito linguístico.
A princípio, convém destacar que o desinteresse do governo é um fator determinante para a persistência do problema. Assim, de acordo com o Atlas Mundial das Línguas da ONU, quase 90% das línguas indígenas brasileiras foram extintas. Isto posto, fica evidente que os órgão responsáveis não estão investindo adequadamente na preservação desse fator cultural, e essa negligência faz com que cada vez mais dialetos sejam esquecidos e não sejam repassados aos jovens, consequentemente se perdendo na história, diminuindo gradativamente a bagagem cultural do país.
Além disso, outro entrave enfrentado é o preconceito linguístico. Dessa forma, de acordo com a filósofa Hanna Arendt, deve-se considerar a diversidade como inerente à condição humana, de modo que os indivíduos deveriam estar habituados à convivência com as diferenças. No entanto, não é o que se presencia atualmente, porque a sociedade é extremamente preconceituosa e faz de tudo para rejeitar a cultura indígena, como nas tradições que são repassadas hereditariamente e tidas como algo retrógrado e passadista pela maioria da população. Logo, esses legados irão se esvaindo da convivência social.
Assim sendo, medidas públicas são necessárias para alterar esse cenário. Portanto, é preciso que o Governo federal, como instância máxima do poder Executivo, crie, por meio de investimentos educacionais, o projeto ‘‘Raízes Eternas’’, que irá consistir em aulas ministradas por indígenas em todas as escolas brasileiras, ensinando as línguas e costumes desse grupo. Com o fito de evitar a extinção da cultura original do Brasil. Paralelamente, também é de extrema importância que a sociedade como um todo procure respeitar as diferenças linguísticas e passe a valorizar esses costumes, a fim de preservar a transmissão desses dialetos originais para as gerações futuras.