A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 04/07/2021

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948 pela ONU, assegura a todos os indíviduos o direito à educação e bem estar na sociedade. Entretanto, a extinção das línguas indígenas no Brasil, ao longo dos tempos vem sendo esquecida, não obtendo seu devido valor, aonde não são estudadas, com isso as demais gerações iram se distanciar da cultura de seus antepassados. Diante disso, se faz analise das raízes e frutos desse contratempo.

Basilarmente, é crucial pontuar a ausência de medidas governamentais para combater a exclusão de indígenas. Diante disso, somos afastados da nossa propria cultura, pois nossos ancestrais são índios, e com a falta deles e extinção de várias aldeias, sua origem também é esquecida. Nesse sentido,  essa declaração segundo John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a previdencia social, o que é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar a falta de empatia e cuidados com a terra e o povo nativo, como impulsionador da extinção no Brasil. Diante de tal exposto, mais de 15 tribos correm o risco de extermínio, segundo o jornal Folha de São Paulo. Logo, é inadimissível que o cenário continue.

Contudo, é imprescindível que a Fundação Nacional do Índio por intermédio do Estado, crie leis para proteção, quanto cultural e territorial, de modo como prevê o 6º artigo da Constituição Federal de 1988, com o fim de se consolidar uma sociedade disposta, aonde o Estado desempenha corretamente seu ‘contrato social’, como afirma John Locke.