A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 20/07/2021
No ano de 1549, chegou ao território brasileiro um grupo de padres da Companhia de Jesus, conhecidos como jesuítas, que iniciaram missões com o desígnio de atrair e catequizar os indígenas na cultura europeia, desencadeando então, a dissipação da cultura indígena. E com o decorrer dos anos, acarretou em uma problemática para os dias contemporâneos, a extinção da língua aborígene no Brasil.
A priori, no Brasil não é falado apenas o português, há 274 línguas aborígenes, e segundo o Atlas das Línguas em Perigo, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), 190 línguas estão em risco de desaparecimento, por motivos de: baixo número de falantes, padronizações sociais e pressões políticas e econômicas.
Nesse interím, é imperativo salientar as consequências do desaparecimento de um dialeto, pois uma língua carrega conhecimento e possui laços com a identidade, o meio ambiente e a cidadania. Ou seja, quando um sistema linguístico deixa de ser transmitido, ocasiona em um vazio cultural com a perca de informações valiosas, e como a intelectual francesa Simone de Beauvoir diz “é preciso erguer o povo à altura da cultura e não rebaixar a cultura ao nível do povo”.
Urgem, pois, intervenções pontuais para sanar essa problemática. Logo, pode-se promover o projeto de um Museu das Línguas Indígenas, por meio do tombamento da fala dos indíos, que deve ser executada pelo Superministério da Cidadania, responsável por programas culturais, com o propósito de proteger essa herança cultural brasileira.