A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 30/07/2021
De acordo com o site “Povos Indígenas no Brasil” antes da colonização portuguesa possuiam mais de mil dialetos indígenas, contudo, o processo de segregação dessas tribos, desde o Brasil colônia, perpetua na atualidade, pois existem apenas 160 línguas faladas. Dessa forma, é inegável, na contemporaneidade tupiniquim, a ocorrência da extinção de dialetos indígenas, comprovando que a cultura dos povos nativos não são valorizadas. Desse modo, óbices como a segregação cultural e a falta de incentivo escolar para ensinar as línguas potencializam a extinção dos dialetos nativos.
Em primeiro lugar, é válido fomentar que a cultura indígena no Brasil é visto como algo " folclorizado" pela população, possuindo valor nacional apenas no dia 19 de abril (Dia do Índio), assim, a segregação de cultura promove a extinção silenciosa desses povos nativos. Nesse viés, o conceito “Complexo de vira-lata”, de Nelson Rodrigues, comprova a preferência da sociedade brasileira pela importação cultural e o desprezo pelos costumes e tradições indígenas, como consequência a extinção de povos e línguas. Sob esse aspecto, é factível que a língua é vista com menor importância pelos nichos sociais segregadores, que preferem aprender sobre cultura americana.
Ressalta-se, ainda, que a rede educacional deveria ensinar a linguagem nativa e as tradições de suas respectivas regiões, todavia, o ensino dado é superficial e ineficaz. Nesse modo, o filósofo Immanuel Kant dissertava que “o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”, comprovando a necessidade de uma base escolar fortificada para transformar o mundo. Perante o exposto, é notório que ensinar sobre a história indígena e seu dialéto enriqueceria o ensino brasileiro, ademais, diminuiria a crescente extinção das línguas. No entanto, a realidade é distante de tal óptica.
Observa-se, portanto, que a extinção das línguas nativas brasileiras advém de segregações culturais e falta de incentivo educacional. Para tanto, é preciso que o Ministério da Educação adicionar na grade de matérias do ensino fundamental e médio a língua indigena. Isso ocorrerá por meio de professores que aprederam com nativos ou poderão ser da comunidade indígena, eles ensinarão a língua tupi e suas derivações (de acordo com a região), costumes indígenas como rituais, comida e trabalho, aprenderão sobre a diversidade de etnias nativas e suas histórias. Dessa forma, as línguas nativas estará sendo valorizada juntamente com a tradição e o futuro brasileiro respeitará a diversidade e enriquecera sua cultura.