A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 13/08/2021

Embora a Constituição Federal de 1988 assegure o acesso a uma vida plena, como direito de todos os cidadãos, percebe-se que, na realidade brasileira, não há o cumprimento dessa garantia, principalmente no que diz respeito a extinção das línguas indígenas. Nesse viés, torna-se crucial analisar o silenciamento do tema, a omissão do Estado.

Nessa Perspectiva, é imperioso notar que a falta de informações sobre a aniquilação da linguagem dos índios é um desafio presente no problema. Sob essa ótica, Djamila Ribeiro, filósofa contemporânea, explica que é preciso tirar uma vil situação da invisibilidade para que soluções sejam promovidas. Porém, existe um silêncio instaurado na questão, posto que, se os malefícios desse entrave fossem conhecidos por parte da população, a tentativa de exterminação de línguas indígenas seria um fato histórico e não uma conjuntura infame. Logo, urge tirar esse triste cenário da invisibilidade como descreve a pensadora.

Vale ressaltar, ainda, que a indiligência governamental potencializa a escassez de uma resolução para problemática. Ademais, na obra “Os bruzudangas”, o pré-modernista Lima Barreto já expunha que a ausência de cláusulas constitucionais da legislação brasileira está intrínseca nos problemas da nação. De forma análoga, tal contestação é legitimada no que tange ao precário engajamento estatal no auxílio da intrepidez na extinção das transgressões aos direitos humanos mais básicos, que é a preservação das línguas indígenas, visto que tal lesão ainda está aberta no Brasil. Nesse contexto infeliz, é essencial ultrapassar esses paradigmas que ferem essa forte pátria.

Portanto, medidas devem ser estabelecidas para revolucionar a relação de descaso das autoridades com os brasileiros. Destarte, o Congresso Nacional deve criar projetos de aplicações de leis, Por meio de fundos do Estado. Esses projetos, contará com a obtenção de arrecadações de impostos públicos e verbas do governo, para que tal ação social seja a superação das mazelas da sociedade. Com a finalidade, de levar o Brasil para o caminho de idealização de ordem e progresso criado por Lima Barreto.