A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 18/08/2021
O Artigo 5 °, da Constituição Federal de 1988, defende o direito pleno de qualquer cidadão. No entanto, percebe-se uma lacuna na garantia desse direito na questão da extinção da língua indígena no Brasil, o que, além de grave, torna-se um problema inconstitucional. Diante dessa perspectiva, percebe-se uma consolidação de um grave problema, em virtude do contato com outras culturas e da falta de valorização dos povos indígenas.
Nesse contexto, evidencia-se que o contato com outras culturas é um grande responsável pela complexidade do problema. Nesse cenário, segundo o poema “Canção de Exílio”, do poeta Golçalves Dias, exalta um país perfeito e que possui características que nenhum outro lugar tem. Fora da obra, a realidade do Brasil é diferente da discorrida pela poeta, uma vez que, no ensino brasileiro, atribuem mais importância ao ensino de línguas estrangeiras, com isso, negligenciando a língua indígena que está associada as raízes culturais brasilienses, e que poderiam ser ensinadas nas escolas brasileiras, para aprender mais sobre a cultura oriunda. Além disso, com a idade avançada dos falantes, e como não há uma constância de ensinamentos sobre as línguas nativas para os mais jovens, ela irá desaparecer no decorrer dos anos. Logo faz-se necessário o dessa luta problemática.
Em segunda análise, vale ressaltar a falta de valorização dos povos indígenas como promotor do problema. Sobre isso, de acordo com o escritor Oscar Wilde, a insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou uma nação. Sob esse viés, o índio por viver em aldeias distantes das cidades acabam se afastando da convivência com outras pessoas, e para que haja uma aproximação com a cultura indígena, é preciso conviver com ela. Ademais, a falta de valorização em abordar o costume nativo, faz com que nas escolas não abordem o dia do índio, como deveriam, mas sim, como se fosse um dia “normal”, sem mostrar seus valores e seus costumes, para que fossem passadas de geração para geração e não se perdessem no tempo. Desse modo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que venham a atenuar a extinção da língua indígena. Para isso, o Ministério da Educação deve promover mecanismos conscientizadores, por meio de propagandas na mídia em horários estratégicos, como, por exemplo, campanhas e palestras, em espaços públicos, para que as pessoas conheçam a cultura primitiva e a história dela. Dessa forma, espera-se combater a perda da língua nativa brasiliense.