A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 04/09/2021

Durante o período colonial, com a chegada dos portugueses, ao Brasil, os indígenas, que aqui já estavam, foram convertidos ao catolicismo e obrigados a se portarem da forma que os colonizadores queriam. Sendo assim, além de serem maltatados e escravizados, muitos tinham que abdicar de suas línguas, fazendo com que  grande parte delas desaparecessem ao longo desse tempo. Nessa atmosfera, o tema abre margem para uma discussão importante no país: a extinção das línguas indígenas. Dessa forma, pode-se afirmar que a negligência educacional e falta de abordagem do assunto agravam o entrave em questão.

Em primeira instância, é relevante abordar a displicência educacional em relação a anulação do dialeto indígena. Sobre isso, de acordo com Paulo Freire, se o poder da educação não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade irá mudar. Efetivamente, a linha de pensamento do educador pode ser evidenciada quando há um deficit na educação em relação a esse conteúdo, ou seja, no momento em que as intituições não requerem esse conhecimento desde a base escolar, consequentemente, não conservando a memória identitária para as gerações futuras.

Ademais, vale descatar que a escassez do questionamento sobre o desaparecimento da linguagem nativa, tem um papel fundamental na exarcebação desse quesito. Nesse viés, segundo Socrátes, a melhor maneira de se chegar ao conhecimento é pelo diálogo. De fato, o que disse o filósofo pode ser visto na realidade quando não se observa a problemática em debate entre os brasileiros, ou seja, a sociedade apenas aceita o indígena como parte de um folclore, esquecendo que esse grupo tem uma importância histórica para a nação, e que a cada língua que desaparece, o povo perde um patrimônio cultural, por consequência diminui-se também parte da diversidade verde-amarela existente.

Ante o exposto, portanto, é perceptível o extermínio da fala dos povos indígenas. Sendo assim, é necessário que o gorverno, em parceria com o Ministério da Educação, crie estratégias para introduzir esse assunto em discussão nas escolas, por meio de atividades que os jovens aprendam, desde cedo, a relevância do contato com a cultura indígena. Essas atividades devem ser feitas mensamente, com assistência de historiadores, a fim da educação ajudar a transformar a sociedade. Somado a isso, o Ministerio da Cultura, em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e Cultura, crie uma um projeto cultural, em que por meio de uma roda de conversa, esse assunto possa ser sempre questionado. Essas rodas devem ser feitas de quinze em quinze dias, com a presença de um nativo, a fim de levar todo o “bate-papo” ao aprendizado, como preconizou Socrátes.