A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 30/08/2021

O “Mito da Caverna”, alegoria escrita por Platão, relata como os seres humanos se encontravam prisioneiros em uma caverna, em que estavam habituados a ter somente uma ilusão do que observassem como se fosse a verdadeira realidade. De maneira análoga ao presente, a questão da extinção de línguas indígenas no Brasil pode ser bem representada por esse mito, visto que esse é um grave problema que vive às sombras da coletividade, uma vez que o silenciamento e a ausência de instrução escolar explicam bem essa temática.

Diante desse cenário, pode-se afirmar que o silenciamento é uma causa latente do óbice. Nessa perspectiva, o filósofo Foucault relata que, na sociedade pós-moderna, muitos temas são silenciados para que estruturas de poder sejam mantidas. Sob esse viés, verifica-se uma lacuna em torno de debates acerca da importância da perpetuação das diversas línguas indígenas, as quais se configuram como patrimônio histórico, o que contribui com o aumento da falta de conhecimento da população sobre essa temática, tornando sua resolução mais dificultada. Logo, é inadmissível que este impasse aconteça, dado que existem órgãos nacionais que visam combatê-lo, com a Fundação Nacional do Índio.

Outrossim, outra causa para a configuração do imbróglio é a falta de orientação escolar. Nesse sentido, o filósofo Kant afirma que o ser humano é resultado da educação que teve. Sob essa lógica, se há um problema social, há como base uma lacuna educacional. Sendo assim, no que tange à extinção de línguas indígenas no País, nota-se uma forte influência dessa causa, posto que a escola não tem cumprido o seu papel de reverter e prevenir o óbice, já que não tem trazidos esses conteúdos para a sala de aula. Portanto, enquanto a desvalorização da cultura indígena continuar acontecendo, o entrave do desaparecimento dessas línguas irá perdurar na Nação.

Destarte, é necessário que medidas sejam tomadas para que este impasse deixe de existir na atualidade. Para tanto, o Estado, como ente provedor do bem-estar social, deve, juntamente com o Ministério da Educação, investir cada vez mais em propagandas e publicidades, direcionando um maior percentual de verbas para esta finalidade, com o intuito de disseminar informações acerca da importância de se preservar este patrimônio cultural. Além disso, as escolas precisam instruir os seus alunos a como devem valorizar a diversidade, resgatando as raízes históricas e culturais desse povo nas salas de aula. Somente assim o corpo civil começará a sair das cavernas e enxergará a verdadeira realidade.