A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 31/08/2021

Legião Urbana elaborou a música “Indíos”, que crítica a “aculturação” imposta, durante o período colonial, aos aborígenes. Fora do contexto musical e histórico, no hodierno, a extinção e a desvalorização da lígua indígena, fere a Constituição Federal de 1988 (CF/88), bem como é uma problemática, que reflete resquíços preconceituosos praticados pelos colonizadores.

Vale, de início, menciona que a CF/88 foi criada no período de redemocratização do Brasil. Outrossim, esse instrumento legal estabelece direitos e deveres de uma sociedade. Um exemplo disso, é  o artigo 215, que garante o incentivo a difusão das manifestações culturais. Contudo, percebe-se, na contemporaniedade, que as instituições de ensino pouco difudem os conhecimentos relacionados ao povo tupiniquim, sendo a cultura ocidental, sobreposta a etnia nativa da nação brasileira.

Faz-se mister, também, salientar que no século XVII o Marquês de Pombal estabeleceu um processo “civilizatório”, no qual estipulou várias diretrizes comportamentais para pessoas, uma vez que as ações preconizavam o etnocentrismo. Dessa forma, houve a desapropiação de terras e a proibição do uso do idioma indigena. Diante disso, os nativos tiveram que desapropriar o dialeto original, para dar lugar a língua europeia. Porém, os danos dessas ações descriminatórias refletem no contexto vigente e muitas linguagens usadas, anteriomente, não foram estudadas ou catalogados, pois uma parte significativa do Brasil foi negligenciada, logo favoreceu a cultura externa.

Em suma, o poder público e a sociedade precisa agir como protagonista para que os saberes e costumes dos indíos não sejam perdidos com o passar do tempo. Destarte, cabe ao Ministério da Educação fiscaliza e propor medidas educacionais para que espaços destinados a fomentar o saber ressaltem a importância das línguas que constinuem a pátria, por meio de incentivos à pesquisa e a abordagem desse tema de forma profunda nas aulas. Ademais, a sociedade precisa buscar conhecimentos sobre a origem da população que formou o Brasil, a fim de que o que está escrito na carta magna seja executado.