A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 31/08/2021
O filósofo francês Sartre, defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois este seria livre e responsável. No entanto percebe-se a irresponsabilidade da sociedade no que concerne à extinção de línguas indígenas no Brasil. Nesse contexto, torna-se evidente como causas a falta de legislação, bem como as questões políticas.
Em primeiro plano, é preciso atentar para a falta de legislação presente na questão. Segundo Umberto Eco, “para ser tolerante é preciso ficar os limites do intolerável”. Nesse sentido, percebe-se uma lacuna explicitada pela falta de uma legislação adequada. Assim, sem base legal, ações de remediação são impossibilitadas, o que acaba por agravar ainda mais à extinção de línguas indígenas no Brasil.
Outro ponto relevante nessa temática, são as questões políticas. Conforme Aristóteles, a política tem como função preservar o afeto entre as pessoas de uma sociedade. Contrariamente, no Brasil,a extinção de línguas indígenas no Brasil não encontra o respaldo político necessário para ser solucionado, o que dificulta a resolução do problema.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. É fundamental, deste modo, a criação de projetos de lei que contemplem a preservação de línguas indígenas no Brasil, pelas comissões da Câmara e do Senado, em parceria com consultas públicas. Tais consultas devem ser amplamente divulgadas nas redes sociais, para o público em geral ter acesso e se posicionar. Além disso, em tais consultas seria viável disponibilizar para download uma cartilha em PDF que contemple os detalhes da lei proposta, para que o problema não só ganha respaldo legal, como também o faça de maneira consciente por parte da população. Talvez, assim, a filosofia racional de Hegel encontre espaço na realidade brasileira.