A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 31/08/2021

No século XVIII, periodo de grande transformação para humanidade, surgiu um método positivista de Augusto Conti que, com ou lema “amor como início, ordem como base e progresso por fim” inspirou uma frase “ordem e progresso” escrita na bandeira do Brasil. Tal sentença, motivadora e otimista, não se enquadra cenários diversos de irresponsabilidades vistos no país. Dentre eles encontra-se uma questão um tanto preocupante, de extinção de línguas indígenas no território brasileiro, motivados pela não valorização e preservação da cultura originária e constantes sofrido por esse povo.

Em primeiro lugar, é notável que a educação sobre a cultura indígena nunca foi um ponto de extrema relêvancia nas escolas, em nenhum alto nível escolar, visto somente nos níveis infantis de ensino, mas ainda com um pespectiva muito folclorizada sobre o conhecimento indígena. Segundo o Atlas de línguas em perigo da UNESCO, o Brasil possui em torno de 270 línguas indíngenas existentes, tendo 190 em ameaça de extinção. Onde o Brasil já chegou a possuir em torno de mais mil idiomas indígenas como dito pelo Programa Povos Indígenas no Brasil.

Ademais, outro ponto importante são como constantes atualizações que a população indígena vem sofrendo. Como invasões às suas terras, impulsionado pela exploração ilegal de recursos e pelo avanço ganancioso do agronegócio, tem gerado muitos casos de violências contra esses povos. Segundo o Cimi, os casos de invasões em terras indígenas dobraram nos últimos anos, concluída na morte de muitos da parcela dessa população, e sem terra, não há cultura para preservar.

Portanto, fica nítido que haja uma necessidade de proteção por parte do Estado a esse povo, assim o Ministério da Educação deve começar a implantar o estudo da língua, da cultura e da história indígena nas escolas, por outro lado do Ministério do Meio Ambiente, deve também dedicar mais recursos para proteção e fiscalização do território indígena, fortalecimento do IBAMA e ONGs, para assim desenvolvermos nossa cultura originária.