A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 05/09/2021
Em 1988, representantes do povo - reunidos em Assembleia Constituinte - instituíram o Estado de Direito, a fim de assegurar o bem-estar e a igualdade social, sem distinção de qualquer natureza. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a extinção de línguas indígenas no Brasil, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Atribuem-se a isso dois fatores principais: a falta de investimento em projeto de preservação cultural e o preconceito linguístico.
Nesse contexto, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a escassez de verba. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a igualdade, o que é evidente no país. Nesse sentido, é importante que as pessoas tenham acesso ao conhecimento, para que nenhuma raça seja menosprezada.
Ademais, é fundamental apontar o preconceito linguístico como impulsionador da perda cultural no Brasil. Nessa perspectiva, a máxima de Martin Luther King de que “a injustiça num lugar qualquer é uma ameaça à justiça em todo lugar” cabe perfeitamente. Desse modo, tem-se como consequência a generalização da injustiça e a prevalência do sentimento de insegurança coletiva no que tange à extinção de línguas indígenas no Brasil. Diante de tal exposto, vê-se que a população brasileira é preconceituosa, contudo, é contraditório, pois o Brasil é o país com a maior miscigenação da América Latina.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater a extinção de línguas indígenas no Brasil. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Educação, por meio de verba, invista em campanhas de conscientização cultural indígena, e o Ministério da Justica puna àqueles que têm preconceito contra os índios, para que todos sintam-se incluídos sem desigualdade. Assim, será consolidada uma sociedade melhor, sem discriminação, em que o Estado desempenha corretamente o seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.