A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 01/10/2021

Dados expostos pela Unicamp revelam que 90% das línguas indígenas foram dizimadas do país. Nesse sentido, a extinção de línguas autóctones mostra-se como algo necessário a ser superado, pois demonstra que a população dessas etnias não estão efetivadas em âmbito atual, tendo em vista que a comunicação é o pilar de qualquer civilização. Dessa forma, o constante decaimento da população absoluta indígena no brasil e a globalização são fatores que corroboram a problemática.

Em primeiro lugar, a baixa da  população autóctone em relação ao período pré-cabralino é um fator que colabora com a aniquilação dos idiomas em questão, visto que a perpetuação deles depende dos povos falantes. Assim, dados apresentados pelo “G1” mostram que a mortalidade infantil indígena é mais que o dobro dos não-indígenas, fora a expectativa de vida que é menor, quando também comparada. Desse modo, a falta de investimentos em saneamentos e na medicina local, vão levando a diminuição desse grupo, e, consequentemente, de seu dialeto. Para Leandro Karnal a sociedade é o fator fundamental para a perpetuação de sua língua, logo, sem ela existe maior probabilidade de sua extinção.

Em segundo plano, a globalização também atua no processo de extinção dos dialetos nativos, pois promoveu a quebra das fronteiras, o que culminou com o contato direto dos índios com a população fora da aldeia. Assim, para o sociólogo Émille Durkhein, a sociedade molda os indivíduos. É o que se nota com os nativos, pois por estarem em contato com um número de habitantes mais  expressivos que falam o idioma português Brasil, acabam perdendo o interesse em desgastar-se aprendendo outra língua que seria utilizada somente em seus guetos. Por fim, isso reafirma com o problema abordado, o que resulta na extinção das línguas pré-cabralinas.

Portanto, é notório que a língua depende, entre outros fatores, da população para mantê-la, além do mais, a globalização vem ajudando no processo de extinção dos dialetos indígenas. Por isso, urge que o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o qual a Funai está subordinada, promova o crescimento populacional dos indígenas para que não se perda ainda mais outros dialetos. Isso deve ser feito por meio de investimentos nas aldeias em aspectos sanitários e médicos, para que aumente a expectativa de vida desse grupo e diminua a taxa de mortalidade infantil. Com isso, diminuiria a extinção das línguas nativas, estagnando dados comos os apresentados pela Unicamp.