A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 04/10/2021
Historicamente, desde o “descobrimento” do Brasil realizado em 1500 por Portugal, o país tupiniquim sofre um certo apagamento da identidade indígena, com o esquecimento da cultura que, por muitas vezes, é pautada apenas como parte do folclore brasileiro além das diversas apropriações de terras nativas por empresários e fazendeiros. Com o constante desaparecimento das línguas indígenas e a desvalorização dos diversos povos, a ameaça de extinção de mais 190 idiomas e dialetos não deveria preocupar o país?
Nas escolas, a cultura indígena não costuma ser explorada o suficiente e muitas vezes é apenas comentada durante o dia dezenove de abril quando é comemorado o dia do índio, com crianças colorindo desenhos e utilizando adornos importantes para as tribos — o cocar — e reproduzindo sons que reforçam os estereótipos criados pela sociedade.
Antigamente, no Brasil eram faladas cerca de 1,300 línguas indígenas durante o descobrimento e agora apenas 190 são empregadas, uma perca significante e que segundo a UNESCO em seu estudo sobre vitalidade de línguas, 12 entre essas já estavam extintas e as restantes sofrem um alto risco de extinção nos próximos anos. Normalmente nós utilizamos bastantes palavras derivadas de idiomas indígenas sendo algumas delas: tocaia, que vem do tupi to’kaya, uma espécie de “esconderijo” onde o indígena se escondia para surpreender de inimigos ou a caça, e mingau, derivado do tupi minga’u que significa “comida que gruda”.
Portanto, devido dos fatos apresentados, o principal responsável pela preservação das línguas indígenas é o Governo Federal, com os idiomas sendo ensinados nas escolas públicas e privadas com o propósito de conservar a cultura e idiomas dos povos nativos, além de também passar a investir mais na Fundação Nacional do índio (FUNAI) para que os direitos indígenas continuem sendo preservados e respeitados pelas futuras gerações.