A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 02/10/2021

A chegada dos portugueses no Brasil em 1500 e a posterior vinda sujeita de povos africanos para escravidão possibilitou o encontro de três povos: o europeu, o africano e o indígena e o europeu impôs a sua vontade e a sua cultura nos outros povos levando ao Brasil de hoje. Nesse processo, o português europeu foi responsável por dizimar vários grupos indígenas e extinguir inúmeros aspectos de suas culturas, inclusive suas línguas, que desapareceram com seus povos por existirem apenas na oralidade. Hoje, as poucas 274 línguas indígenas ainda existentes das cerca de 1200 que havia desde aquela época se encontram em grave risco de extinção por contas dessas razões históricas e pela falta de zelo educacional e cultural do Brasil pelos indígenas.

Primeiramente, um dos fatores que pode levar a extinção dessas línguas foi resultado do processo de catolização de grupos indígenas pelos jesuítas, que foram contra a escravidão dos povos nativos, mesmo os usando para construir as suas igrejas. Apesar dos esforços dos jesuítas para o aprendizado de idiomas nativos, o que inclusive foi responsável por grande registro e estudo da língua tupi na época, as outras línguas foram proibidas para uso do português apenas, impedindo a sua chance de sobrevivência e aumentando a um aculturamento com grandes perdas de suas características originais.

Ademais, atualmente não há um grande esforço para a preservação dessas línguas e suas cultural, mesmo com a luta de membros desses povos, o desuso parece ser uma inevitabilidade por conta do incorporamento já existente da cultural brasileira e da grande necessidade de entender a situação e o país a que estão sujeitos. Assim, existe o grande risco da língua e cultura ficarem cada vez mais pobres com o passar das gerações até a sua infeliz extinção.

Logo, de acordo com o que foi visto sobre o grande risco de extinção das línguas nativas do Brasil, é de responsabilidade da Fundação Nacional do Índio (Funai) junto com o Ministério da Educação (MEC) e o com o Ministério da Cidadania (MC) a criação de projetos para o registro e escrita dessas línguas, mandando profissionais do assunto para uma documentação e formalização oficial da língua de acordo com líderes e educadores que melhor entendem do assunto desses povos para garantia e melhor eficácia do projeto, além de implantar na educação um ensinamento mais reforçado da língua aos jovens, também ensinando a importância da sua preservação, a fim de preservar e enriquecer todas formas de cultura no Brasil.